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De acordo com o IBGE, Ceará é o segundo destino onde os turistas gastam mais durante a viagem

 

Alagoas é o destino nacional com o maior gasto em viagens, indicam dados divulgados nesta última quinta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O Estado alagoano lidera o ranking de despesas, tanto no gasto diário, quando no gasto total da viagem.

No que fiz respeito ao gasto médio total ao longo da viagem, o Ceará ocupa o segundo lugar, com um gasto estimado em R$ 3.006. Alagoas registra um valor médio de R$ 3.790.

O IBGE publica os valores em termos reais, corrigidos pela inflação. Os dados integram um módulo anual de turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

O levantamento não detalha o que está por trás do gasto mais elevado em Alagoas, mas é possível que a demanda explique o cenário, de acordo com William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE. Ou seja, por essa lógica, a procura pelos serviços turísticos pressionaria os preços no estado.

A beleza das praias é um dos atrativos de Alagoas que chamam a atenção dos visitantes. Maragogi e São Miguel dos Milagres são exemplos de pontos turísticos locais.

Depois de Alagoas, os destinos que tiveram os maiores gastos diários em viagens nacionais com pernoite foram Distrito Federal (R$ 362), Pernambuco (R$ 351) e Rio de Janeiro (R$ 348).

O Acre, por outro lado, registrou o menor valor (R$ 88). Trata-se do único patamar abaixo de R$ 100 por dia.

VIAJANTES DE DF E SP GASTAM MAIS

Os dados ainda permitem analisar os gastos de acordo com a origem dos turistas.

Os viajantes que saíram do Distrito Federal desembolsaram o maior valor médio em viagens nacionais com pernoite (R$ 3.090). Os visitantes que partiram de São Paulo vieram na sequência (R$ 2.313).

O Maranhão, por sua vez, registrou o menor valor (R$ 941). Foi o único abaixo de R$ 1.000.

Distrito Federal e São Paulo mostraram os maiores rendimentos domiciliares per capita do país em 2024, enquanto o Maranhão teve a menor renda, segundo dados divulgados em fevereiro pelo IBGE.

Despesas turísticas crescem 11,7%

De acordo com a Pnad, os gastos em viagens nacionais com pernoite somaram R$ 22,8 bilhões em 2024.

O montante cresceu 11,7% na comparação com 2023 (R$ 20,4 bilhões). É quase o dobro do registrado em 2021 (R$ 11,5 bilhões), quando as restrições da pandemia dificultaram os deslocamentos.

Em 2024, o número de viagens nacionais com pernoite foi de quase 15,2 milhões. Houve avanço de 1,4% em relação a 2023 (quase 15 milhões).

Quando a análise considera o total de viagens nacionais ou internacionais, com ou sem pernoite, o número foi de 20,58 milhões em 2024. O indicador ficou relativamente estável, com leve baixa de 0,1% ante 2023 (20,6 milhões).

O ano passado foi marcado pelo aumento da renda do trabalho, mas a alta dos custos pode ter “inibido” a expansão das viagens, segundo William Kratochwill, do IBGE.

O percentual de domicílios nos quais pelo menos um morador declarou ter viajado foi de 19,3% em 2024, abaixo de 2023 (19,8%). Já a proporção de lares sem viajantes subiu a 80,7% em 2024, após marcar 80,2% em 2023.

Entre os domicílios sem viagem, a maior justificativa para não sair de casa foi a falta de dinheiro (39,2%). Não ter tempo (19,1%) e não ter necessidade (18,4%) vieram na sequência dos motivos.

Ao chegar a R$ 1.843 em 2024, o gasto médio em viagens nacionais com pernoite aumentou 8% ante 2023 (R$ 1.706), disse o IBGE. (Folhapress)

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